Endometriose – questões hereditárias e outras causas

Já são mais de 176 milhões de mulheres no mundo que sofrem com a endometriose, no Brasil o número já chega a seis milhões de mulheres. Cerca de 30% a 50% sofrem com a infertilidade. As razões pelas quais o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero são desconhecidas. Muitos outros estudos têm avançado indicando outras possíveis causas.

  Há estudos revelam que 51% dos casos há fatores genéticos envolvidos. Essa é uma das perguntas fundamentais do questionário que desenvolvemos em nosso livro: “Endometriose – Tudo o que você precisa saber sobre essa doença”. Isso significa que uma pessoa pode ter mais chances de tê-la se alguém da sua família biológica também a tiver. Na época de nossas mães e avós era muito difícil identificar essa doença, pouco se sabia e as condições e tecnologias eram muito inferiores. Ainda hoje com as alternativas e possibilidades que temos, mulheres levam anos para serem diagnosticadas.

Um estudo desenvolvido no Hospital das Clínicas de São Paulo também mostrou uma característica interessante das portadoras dessa doença, mulheres com endometriose têm traços maiores de ansiedade e estresse, não é a toa que dizem “Doença da mulher moderna”. Nossa realidade hoje é abaixo de carga massiva de informação e muito estresse pela vida agitada que levamos.

Outro ponto importante para se levar em consideração: número de menstruações. Atualmente a mulher menstrua em média 400 vezes na vida, mas antigamente era bem diferente, uma média de 40, levando em consideração a primeira tardia, mais filhos e longos períodos elas permaneciam grávidas e amamentando.

São diversas causas e muitas ainda sem estudos conclusivos. Reforçamos sempre o “conheça seu corpo”, esteja atenta a qualquer sinal, observe, repare, anote, essa é a forma de garantirmos um verdadeiro controle da nossa saúde.

 

Sabia que temos um livro que você pode encontrar esses e outros conteúdos sobre a endometriose?! 

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A cirurgia cura? Quais as opções?!

A intervenção cirúrgica é algo que deve ser analisado com o ginecologista. O procedimento é simples, feito na maioria das vezes por videolaparoscopia, com o objetivo de retirar ou queimar o tecido endometrial que danifica outros órgãos, como ovários, região exterior do útero, bexiga ou intestinos.

A cirurgia pode ser realizada tanto para os casos mais graves, mulheres inférteis, que não queiram engravidar ou que não responde aos tratamentos com hormônio, como para os casos de endometriose leve, podendo ajudar no aumento da fertilidade retirando pequenos focos da doença.

Os médicos costumam avaliar não só o estádio que a doença está, mas também a idade da mulher. Uma cirurgia definitiva é indicada para os casos graves, quando é necessário a remoção dos ovários ou até o útero. Quando a doença ainda não está avançada, o ginecologista vai optar por uma cirurgia mais conversadora, preservando a fertilidade da mulher, frequentemente feita nas mulheres em idade reprodutiva e que desejam ter filhos.

A endometriose é uma doença crônica, portanto, não tem cura permanente. Mas a cirurgia e o tratamento visam proporcionar uma melhor qualidade de vida para a mulher, amenizando dores e reduzindo outros sintomas, como favorecer a possibilidade de uma gravidez e diminuir as lesões endometrióticas.

 Por isso é importante conhecer o corpo, perceber alterações, manter a saúde em dia e consultar regularmente o ginecologista. O diagnóstico precoce é importante para evitar graves consequências, como o comprometimento dos intestinos, vias urinárias e o risco de infertilidade, devido aos danos no útero e ovários.

> Saiba mais em nossa literatura: Endometriose, tudo o que você precisa saber sobre essa doença misteriosa.

Como explicar a endometriose?

Existe várias teorias, entretanto, as três principais e mais comuns (e que estão no livro “Endometriose, tudo o que você precisa saber sobre essa doença misteriosa), nós resumiremos abaixo, são elas:

Menstruação retrógrada – Cerca de 90% das mulheres sofrem com a menstruação retrógrada, nesse processo, em vez do sangue seguir seu fluxo normal e ser expelido pela vagina, uma parte do fluxo menstrual acaba indo para as tubas uterinas, causando o extravasamento de uma pequena quantidade de sangue na cavidade abdominal e na membrana que reveste a cavidade abdominal, o peritônio.

Anormalidades Pélvicas – Mulheres com alterações da anatomia dos órgãos pélvicos são mais propensas a ter endometriose. Esses fatores fazem com que o fluxo do sangue encontre algum obstáculo e isso ocasiona um maior refluxo para fora das tubas uterinas, como a Estenose cervical, períodos menstruais longos e anomalias uterinas.

Saiba mais em nossa literatura: Endometriose, tudo o que você precisa saber sobre essa doença misteriosa.

Cuidado com as fakes news!

As notícias falsas, conhecida na língua inglesa por fake news estão infestando a Internet nos últimos anos e, infelizmente, ganhando notoriedade entre os internautas, motivo que se deve ao fato de não haver um filtro editorial nas plataformas digitais.

De uns tempos para cá, a medicina também virou alvo das notícias desprovidas de legitimidade ou mesmo de embasamento científico.

Como combater?

Impossível! Uma vez que são disparadas de forma instantânea e sem a filtragem que falamos.

Mas é possível evitá-las.

A única maneira de evitar as publicações levianas e ilegítimas é justamente se informar, se atualizar, procurar sites que possuem credibilidade, legitimidade e que sejam principalmente órgãos voltados para aquilo que se procura, como as Sociedades Brasileiras nas áreas específicas.

Desconfie de matérias que prometem a cura de doenças, cirurgias milagrosas ou tratamentos sem cunho científico.

O leitor que pesquisa tais informações e não presta a atenção à veracidade acaba colocando sua própria saúde em risco ao se automedicar ou então ao tomar atitudes que vão totalmente de encontro do que seria o ideal para seu tratamento.

Endometriose na adolescência

Quais os sintomas que as adolescentes podem ter?

Causa aflição ou incapacidade de ir à escola ou fazer outras atividades (esportes, eventos sociais, etc…)

Além disso, a endometriose responde aos hormônios reprodutivos, como o revestimento do útero. Quando as mulheres ficam menstruadas, o tecido da endometriose pode quebrar e
irritar o ambiente pélvico causando dor. Os músculos pélvicos podem então reagir e contrair espasmos musculares (que causam dor).

Todos esses sintomas de dor afetam o bem-estar geral e podem reduzir os níveis de energia e o humor.

Alguns outros sintomas que as mulheres com endometriose podem obter incluem:

– Inchaço.
– Dor na região lombar.
– Dor crônica ao longo do ciclo menstrual.
– Espasmo muscular pélvico.
– Intestino irritável.
– Bexiga hiperativa dolorosa.
– Dores de cabeça.
– Fadiga.

A dor pélvica pode ter duração

A dor pélvica pode ter duração de até seis meses pelo fato de envolver muitos órgãos, dificultando a identificação da origem da dor. Um dos fatores pode ser a endometriose.

O progresso na cura ou na amenização dessas dores depende e muito da disciplina e do comprometimento do paciente.

A fisioterapia é um importante auxiliador no combate as dores, mas é importante que a paciente se sinta acolhida e confiante em seu tratamento para alcançar os resultados esperados.

Que tal aproveitar o fim de semana e por em prática as atividades físicas?

Elas são essenciais ao combate das dores causadas pela endometriose.

A atividade aeróbica estimula a endorfina que inibe a produção de estrogênio nos ovários que serve de combustível para o endométrio se desenvolver.

O crescimento do tecido instruso é desacelerado. Muitas vezes, observa-se até mesmo sua regressão

Na corrente sanguínea, a endorfina neutraliza a adrenalina e o cortisol, substâncias liberadas pelo estresse. E, assim, sem a influência negativa dessa dupla, as células de defesa passam a
atuar com maior eficiência no combate ao endométrio invasor.

Vamos praticar uma vida mais saudável?

Dores terríveis?

A Acupuntura pode ser uma aliada na amortização das dores provenientes da endometriose.

A acupuntura auxilia no processo inflamatório reduzindo as substâncias inflamatórias como a quimiocina e prostaglandina, que reduzem os sintomas das dores pélvicas, dor no momento da
relação sexual e até infertilidade.

Por ser uma terapia milenar, a acupuntura equilibra e sereniza o estado emocional das pacientes também.

Cirurgia robótica

Quando a endometriose está em fase mais avançada e já se instalou profundamente na região do intestino, por exemplo, bexiga – chamada endometriose profunda – , uma alternativa à
cirurgia laparoscópica convencional é a cirurgia robótica.

Essa tecnologia tem uma atuação significativa em doenças ginecológicas benignas que, por vezes, comprometem a capacidade reprodutiva da mulher.

Sua tecnologia permite uma visão mais precisa e detalhada da região a ser operada, garante melhor recuperação da paciente e um menor tempo de hospitalização.

Já sabemos que a carne vermelha e embutidos possuem relação com a endometriose

Já sabemos que a carne vermelha e embutidos possuem relação com a endometriose, além do menor consumo de legumes, vegetais e frutas, entretanto, algumas substâncias (encontradas em determinados alimentos) também devem ser evitadas.

Os xenobióticos, compostos químicos presentes nos agrotóxicos, nas embalagens plásticas, nos corantes e nos conservantes e que acabamos consumindo indiretamente através dos alimentos.

Essas toxinas ambientais, como o bisfenol e tantos outros não são reconhecidas pelo nosso corpo, já que não são nutrientes. Quando consumidos em excesso, eles se acumulam no organismo e afetam o sistema endócrino (responsável pela produção hormonal) da mulher.

O ideal para a portadora de endometriose é consumir vegetais orgânicos e guardar os alimentos em casa em embalagens de vidro, principalmente aqueles mais gordurosos como frangos, carnes, peixes e queijos. Além disso, priorizar sempre a comida caseira, fresca e trivial.