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Câncer de ovário é o mais difícil de ser descoberto

Sintomas pouco reveladores e ausência de exames focados dificultam o diagnóstico da doença

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, só nesse ano, sejam diagnosticados mais de 6.000 novos casos de câncer de ovário em todo o Brasil. Segundo o órgão, a cada 100 mil mulheres, seis devem desenvolver a doença. O câncer de ovário é o sétimo mais comum na população e, em 2009, quase 3.000 mulheres morreram vitimidas pelo mal.

Um dos fatores que comprometem a eficiência do tratamento é a dificuldade de diagnóstico, bem como o diagnóstico tardio. Isso porque os sintomas não são específicos, geralmente confundidos com outros problemas de saúde, prejudicando a descoberta precoce. Em estágio mais avançado, o tumor pode pressionar a região, causando dor, inchaço, prisão de ventre ou sangramento.

Segundo especialistas na doença, ainda não existem novos exames para identificar esse tipo de câncer, um dos mais difíceis de se constatar. Por isso, cerca de ¾ dos cânceres desse órgão são descobertos já em estágio avançado.

Entre os fatores de risco estão histórico familiar e idade (a maioria dos casos aparece na menopausa). Casos de aparecimento da doença antes dos 45 anos são mais raros: 1 em cada 15. Terapia de reposição hormonal, tabagismo e obesidade também contribuem para o surgimento do câncer de ovário.

Mulheres com endometriose também devem ficar atentas, já a dor da endometriose pode mascarar o diagnóstico do câncer de ovário. Além disso, o cisto de endometriose pode ser confundido com o carcinoma endometrióide de ovário e também atrasar o diagnóstico.

Entre as substâncias que ajudam a diminuir o risco desse tipo de câncer está a pílula anticoncepcional utilizada por um período superior a cinco anos.

A orientação é que as mulheres visitem regularmente um especialista e se submetam a exames de rotina, para garantir que o corpo não sofra com essa ou outras doenças.

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